sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Um Conto Infantil

Preâmbulo:

Como a maior parte de vocês já sabe (e os que não sabem ficam a saber), eu tenho dois amores... não, não é nenhuma alegoria pimba, é mesmo assim!!! Mas vem isto a propósito duma solicitação do infantário para que fizesse um conto infantil sobre as qualidades de uma delas, no caso sobre a Isabel... daí neste conto lhe calhar o papel principal :-)

E o que tem isto a ver com o Monte e o Caminho?! perguntarão... bem, tudo, nada, ou talvez um pouco... como meteu montes pelo meio (um pedido da menina por sugestão do... pai! já tão a imaginar! "queres que o conto tenha montes , não queres filhinha?", pois...), então, achei que ficava bem, colocá-lo aqui! :-D

Trata-se de um conto original (pelo menos até conseguirem provar-me que já alguém o tinha originalizado primeiro... o que desconheço até à data ;-) e como tal os direitos de autor são meus, o que na prática significa que o podem utilizar à vontade, adaptando-o se quiserem a outros nomes de crianças (pode dar jeito para contar aos vossos filhos) ou a outras situações, com as reservas que costumo colocar, ou seja, sem desvirtuar o espírito da coisa (que é como quem diz do conto), nem o utilizando com fins comerciais de qualquer ordem, salvo se expressamente autorizado para tal pelo autor, ou seja, eu!!!

Aviso também que, contrariamente ao que poderão pensar, este conto é fruto da minha imaginação, ou seja não aconteceu na realidade... pelo menos comigo!

Mas deixemos-nos de mmmmmais explicações e passemos à acção, que é como quem diz: ao Conto (propriamente dito):



Era uma vez um... I


Como todas as histórias que começam com o “Era uma vez”, assim começa a nossa história:


Era uma vez, uma menina cujo nome começava por I... podia ser I de Inês, ou I de Ivone, mas não, era I de Isabel.

A nossa menina Isabel tinha uma irmãzinha gémea que se chamava Helena!

Um dia a menina Isabel perguntou à sua maninha porque é que ela andava triste, ao que a Helena respondeu que estava triste porque não tinha um I... e gostava muito de ter um I como a sua maninha Isabel!

A Isabel que é muito amiguinha da Helena, ficou triste por ver assim a sua maninha! Contudo, a Isabel também é uma menina sempre disposta a conseguir uma solução para os problemas e logo animou a Helena:

- Maninha, vamos procurar um I para ti!!!
Mas a Helena achou que a Isabel estava a brincar, pois não percebia como é que se podia procurar um I e ficou ainda mais triste...


A Isabel saiu então da beira da sua maninha e foi procurar o I!


Foi ter com o seu papá, contou-lhe a história e perguntou-lhe se sabia onde podia encontrar um I para dar à sua Heleninha... mas o pai, não fazia ideia de como é que se podia encontrar um I.


A seguir perguntou à mamã, mas a mãe também não sabia o que fazer para encontrar o I.


Apesar de estar triste, por não lhe dizerem onde encontrar a letrinha que a sua maninha queria, a Isabel que é muito persistente, continuou à procura e a perguntar a toda a gente onde é que se podia encontrar um I.

Já tinha perguntado a toda a gente e estava a começar a ficar triste quando o pai lhe disse:


- Isabel, vou ao monte apanhar pedrinhas, queres vir comigo?... pode ser que lá encontres o que procuras!
A Isabel ficou logo muito contente por saber que ainda podia vir a encontrar o I para a sua Heleninha e foi logo atrás do papá!


Depois de muito caminhar, quando finalmente chegaram ao alto do monte, a Isabel que era muito atenta e observadora, perguntou logo ao pai como é que podiam encontrar um I naquele sítio... não parecia haver muitos I's por ali... viram Arvores, Nuvens, Ribeiros, Pedrinhas, Cabrinhas e Vaquinhas, mas nada que tivesse um I... O pai ficou calado, pensou durante alguns momentos e depois respondeu-lhe que tivesse confiança e continuasse a procurar que acabaria por encontrar um I.

A Isabel que era boa entendedora, mas que gostava que lhe explicassem bem os porquês, acreditava que o papá devia ter razão. Continuou a conversar com o pai e à procura do I... encontraram muitas letras, mas nenhuma que pudessem levar para a Helena, até já se tinham lembrado do I do Inverno que se aproximava, mas depois... não sabiam como o podiam dar à maninha.


O pai também já não conseguia pensar em mais nada que tivesse um I e que pudesse ser oferecido à Helena... Então disse-lhe:

- Sabes Isabel, podemos continuar aqui à procura do I... mas em tudo que o encontrarmos a Helena vai achar que não é dela, como o teu I de Isabel, o I da Igreja ou o I do Inverno e vai continuar triste! Não será melhor dizer à Helena para não pensar mais nessa história do I?


- Está bem papá, vamos-lhe dizer isso e dizemos-lhe também para ficar contente porque tem um H.


- É isso mesmo Isabel - disse o pai - além disso o H é muito parecido com dois I's juntinhos... parecem dois I's gémeos! É isso mesmo que temos de dizer à tua irmã!


- Papá, papá! - gritou a Isabel.

- Sim filhinha!

- Irmã tem I, não tem?!


- Tem! - respondeu o pai.


- Então já encontramos!!! a Helena já tem um I, o I de... Irmã da Isabel!


E foi assim que a Isabel deixou a sua irmãzinha Helena muito contente, ao saber que afinal também tinha um I só dela!


... E porque há sempre uma moral por detrás de cada história, a Isabel aprendeu que a solidariedade com os outros pode trazer os seus problemas, mas que estes até podem conter uma solução muito simples! Por vezes o que é preciso é que haja quem tenha um pouco de perseverança e persistência para encontrar essa solução!



FIM

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